ALA DO CONGRESSO QUER DERRUBAR PORTARIA QUE PREVÊ EXPULSÃO DE ESTRANGEIRO ‘PERIGOSO’

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ALA DO CONGRESSO QUER DERRUBAR PORTARIA QUE PREVÊ EXPULSÃO DE ESTRANGEIRO ‘PERIGOSO’
Foto : Agência Brasil

Metro1 – Por Juliana Rodrigues – Segundo a coluna Painel, da Folha, parlamentares consideram a medida como autoritária e sintomática de falta de sensibilidade política do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Às vésperas da retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, um grupo de parlamentares se articula para derrubar, por meio de um decreto legislativo, a portaria editada pelo ministro da Justiça Sergio Moro que prevê a deportação sumária de estrangeiros considerados “perigosos”.

De acordo com a coluna Painel, da Folha, aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que estão na linha de frente da articulação, classificam a medida como autoritária e sintomática de falta de sensibilidade política do ministro da Justiça.

Na avaliação desses parlamentares, Moro usurpou da competência de ministro ao estabelecer rito sumário de deportação alterando a Lei de Migração. Hoje, o deportando tem prazo de até 60 dias para regularizar a situação migratória. Eles afirmam que essa mudança só pode ser feita pelo Legislativo.

Ainda segundo a coluna, líderes de partidos de centro e centro-direita também apontam inconstitucionalidades na portaria. Dizem, em tom de ironia, que a medida abre brecha para a expulsão de um estrangeiro só pelo fato de Moro não gostar dele.

A derrubada da portaria é articulada em meio ao crescimento da pressão por uma resposta do Congresso à atuação de Moro no caso dos hackers.

COM MINERAÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS BOLSONARO OBTÉM APOIO À NOMEAÇÃO DO FILHO

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COM MINERAÇÃO EM TERRAS INDÍGENAS BOLSONARO OBTÉM APOIO À NOMEAÇÃO DO FILHO

talesfaria.blogosfera.uol.com.br – De bobo o presidente Jair Bolsonaro não tem nada. Sua manifestação a favor da exploração de minérios em terras indígenas beneficia diretamente seu filho mais novo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A declaração feita no sábado (27) no Rio de Janeiro pode ser decisiva para conseguir apoio para a aprovação, pelo plenário do Senado, da nomeação de Eduardo como embaixador nos EUA.

É que boa parte dos senadores defende a exploração de minérios em terras indígenas, incluindo alguns que não são simpáticos ao governo.

E o presidente declarou que um dos motivos para indicar seu filho à embaixada nos EUA é o interesse num acordo para transferência de tecnologia e recursos dos EUA para mineração em territórios indígenas.

“Acho salutar a exploração, contando que se mantenha a preservação ambiental e que as tribos venham a ter benefícios sociais”, disse ao blog o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), membro da Comissão de Relações Exteriores (CRE) que irá sabatinar Eduardo Bolsonaro.

Ele é aliado no seu estado do governador petista Rui Costa e contrário à indicação do filho do presidente. A mesma posição do líder de seu partido, o também baiano Otto Alencar, que também defende a “exploração sustentável” com benefícios para os índios.

Mas Omar Aziz, do mesmo PSD, não só deverá votar em plenário a favor da nomeação de Eduardo Bolsonaro, como é um ardoroso defensor da mineração em terras dos índios. “A exploração sustentável seria boa para o Brasil, boa para remunerar os índios e muito boa para meu estado, o Amazonas” disse ao blog. “E acho que o presidente, ao ser eleito, recebeu procuração para nomear quem ele quiser para a embaixada.”

Outro membro da CRE, Márcio Bittar (MDB-AC) também defende a entrada nas terras dos índios.  “É claro que sou favorável à mineração em terras indígenas. A ideologia da intocabilidade só trouxe pobreza e miséria para eles e para a Amazônia. Se um acordo com empresas estrangeiras trouxer recursos, será melhor ainda”, disse.

“E poucas pessoas compreendem tanto quanto o Eduardo Bolsonaro ele a política externa pregada por seu pai na campanha. Ele ajudará muito”, afirma Márcio Bittar.

Também membro da CRE, Katia Abreu (PDT-TO) é mais uma a defender a mineração em terras indígenas “desde que os recursos sejam depositados em um fundo soberano para promover o desenvolvimento do país”.

Mas a senadora pedetista continua contra a nomeação de Eduardo Bolsonaro. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, afirma.

O fato é que as indicações para embaixadas são decididas por voto secreto. E é aí que está o temor da oposição.

Senadores que antes não votariam com o governo agora podem ter encontrado uma motivação: o empenho do presidente em que seu filho feche um acordo com os EUA para promover a mineração na Amazônia.

Ecologia, ambientalismo e proteção aos índios não são lá temas muito caros aos congressistas.

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MORO ACHAVA FRACA DELAÇÃO DE PALOCCI QUE DIVULGOU ÀS VÉSPERAS DE ELEIÇÃO, SUGEREM MENSAGENS

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MORO ACHAVA FRACA DELAÇÃO DE PALOCCI QUE DIVULGOU ÀS VÉSPERAS DE ELEIÇÃO, SUGEREM MENSAGENS

Brasil247 – O ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro, considerava fraca a delação de Palocci, mas decidiu divulgá-la antes da eleição para apoiar aquele que uma vez eleito presidente se tornaria seu chefe.

O ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bilsonaro considerava fraca a delação de Palocci, mas decidiu divulgá-la antes da eleição para apoiar aquele que uma vez eleito presidente se tornaria seu chefe. Reportagem dos jornalistas Ricardo Balthazar, da Folha, e Rafael Moro Martins, do The Intercept Brasil aponta que foi política a decisão de Sergio Moro de divulgar a delação do ex-ministro Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno da eleição presidencial do ano passado.

É o que mostram as  mensagens trocadas na época por procuradores da Operação Lava Jato.

Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil, indicam que Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas por Palocci, mas decidiu divulgá-las porque considerava que isto dividiria os seguidores do PT.

“Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista”, disse o procurador Paulo Roberto Galvão a seus colegas num grupo de mensagens do Telegram em 25 de setembro.

Russo era o apelido que eles usavam para designar Moro e associavam  os petistas à Omertà, o código de honra dos mafiosos italianos.

A procuradora Laura Tessler, segundo a reportagem, considerava que era difícil provar a delação de Palocci: “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, afirmou.

As informaçoes constituem mais uma demonstração de que Moro agiu não como juiz, mas politicamente para prejudicar o PT e favorecer Bolsonaro nas eleições presidenciais.

 

VAZA JATO: MORO ACHAVA PÉSSIMA A DELAÇÃO DE PALOCCI MAS A DIVULGOU ANTES DA ELEIÇÃO PARA AJUDAR BOLSONARO

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VAZA JATO: MORO ACHAVA PÉSSIMA A DELAÇÃO DE PALOCCI MAS A DIVULGOU ANTES DA ELEIÇÃO PARA AJUDAR BOLSONARO

PLANTÃO BRASIL – O ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça do governo Bilsonaro considerava fraca a delação de Palocci, mas decidiu divulgá-la antes da eleição para apoiar aquele que uma vez eleito presidente se tornaria seu chefe. Reportagem dos jornalistas Ricardo Balthazar, da Folha, e Rafael Moro Martins, do The Intercept Brasil aponta que foi política a decisão de Sergio Moro de divulgar a delação do ex-ministro Antonio Palocci seis dias antes do primeiro turno da eleição presidencial do ano passado.

É o que mostram as mensagens trocadas na época por procuradores da Operação Lava Jato.

Os diálogos, obtidos pelo The Intercept Brasil, indicam que Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas por Palocci, mas decidiu divulgá-las porque considerava que isto dividiria os seguidores do PT.

“Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista”, disse o procurador Paulo Roberto Galvão a seus colegas num grupo de mensagens do Telegram em 25 de setembro.

Russo era o apelido que eles usavam para designar Moro e associavam os petistas à Omertà, o código de honra dos mafiosos italianos.

A procuradora Laura Tessler, segundo a reportagem, considerava que era difícil provar a delação de Palocci: “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, afirmou.

As informaçoes constituem mais uma demonstração de que Moro agiu não como juiz, mas politicamente para prejudicar o PT e favorecer Bolsonaro nas eleições presidenciais.

HACKERS: ONIPOTÊNCIA PERDIDA E DESESPERO FAZEM MAL À INTELIGÊNCIA DE MORO.

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HACKERS: ONIPOTÊNCIA PERDIDA E DESESPERO FAZEM MAL À INTELIGÊNCIA DE MORO.

Sergio Moro: no desespero, ministro fala qualquer coisa. Muito especialmente o que não faz sentido…

A mistura da onipotência perdida com o desespero de quem percebe que os caminhos para a desconversa vão se estreitando está fazendo mal ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Ele saudou, nesta quarta, a prisão de quatro pessoas acusadas de hackear o seu telefone; o de Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, e de mais uma penca de autoridades.

Escreveu no Twitter o ex-juiz com a ligeireza do tempo em que ainda usava toga:

“Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime”.

A consideração é imprudente, irresponsável e, na verdade, pouco inteligente. É imprudente porque a investigação ainda está no começo, e o ex-juiz desconhece seus detalhes, por mais que tenha tido acesso privilegiado às informações.

É irresponsável porque é visível que está tentando ligar os presos às informações que o site The Intercept Brasil recebeu de fonte anônima. E é pouco inteligente porque, ainda que assim fosse, de tal invasão, então, teria resultado, segundo ele próprio, as mensagens que vieram à luz, certo? Se é assim, por que ele as classifica de “supostas”?

Há mais: em sendo esses hackers os responsáveis por coletar diálogos desde 2015, supõe-se, então, que é possível confrontar o material — será que a Polícia o tem em mãos? — com aquilo que foi divulgado. Há especialistas nessa área de todos os matizes, não é? Moro

está nos dizendo, por acaso, que é possível cotejar o que foi publicado com aquilo que foi encontrado pela PF?

Oh, não, caras e caros! Não estou aqui a negar que essas pessoas presas estejam envolvidas com crimes digitais. A questão é saber como é que se estabelece a conexão pretendida por Moro entre, então, o fruto do crime e aquilo que foi trazido a público por The Intercept Brasil e outros parceiros da imprensa. Não parece que o perfil dos envolvidos seja exatamente o de pessoas que tenham especial interesse pelo devido processo legal.

Leandro Demori, diretor do site “The Intercept Brasil”, reagiu com a devida dureza. Afirmou:

“Está cada vez mais claro: Moro virou político em busca de um foro privilegiado pra poder falar impunemente em público as coisas que dizia antes em chats secretos. Nunca falamos sobre a fonte. Essa acusação de que esses supostos criminosos presos agora são nossa fonte fica por sua conta. Não surpreende vindo de quem não respeita o sistema acusatório e se acha acima do bem e do mal. Em um país sério, o investigado seria você”.

TRUQUES
Uma das informações que circularam de cara, com grande estardalhaço, é a de que o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suellen Priscila de Oliveira, por exemplo, movimentou entre abril a junho de 2018 e março a maio de 2019 R$ 627 mil, embora tenha renda mensal de R$ 5.058. Mais um pouco? Na casa deles, foram encontrados R$ 100 mil em dinheiro vivo.

Os fanáticos do morismo esfregaram as mãos: “Oba!”

Mas aí vem a informação. Diz o coordenador-geral de Inteligência da PF, João Vianey Xavier filho:

“O perfil dessas pessoas é relacionado a estelionato eletrônico. Estão relacionados a fraudes bancárias eletrônicas praticadas mediante internet banking, engenharia social em contato com possíveis vítimas e fraudes em cartão de crédito e débito, o que é muito comum, e a PF já tem expertise.”

Será esse o padrão de quem estaria articulado numa grande conspiração para acabar com a Lava Jato? Serão os presos desta quarta o grande instrumento para desmoralizar a operação?

Afirma ainda o delegado:

“Aproximadamente mil números diferentes foram alvos desse mesmo modus operandi por essa quadrilha. Então, há a possibilidade, a gente não tem ainda uma identificação, começamos ainda a fazer isso, há a possibilidade de, realmente, um número muito grande de possíveis vítimas desse mesmo tipo de ataque que está sendo investigado”.

Eis os hackers que integrariam, então, uma grande conspiração para, como é mesmo?, acabar com a Lava Jato e defender a corrupção.

Só o desespero pode enxergar nesse perfil de invasores as personagens de uma grande tramoia política.

Moro tem de ser mais responsável. Agora ele é chefe formal da PF. Não é mais o imperador da 13ª Vara Federal de Curitiba.

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XADREZ DE COMO MORO PODE TER ARMADO A HISTÓRIA DOS HACKERS, por Luis Nassif

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XADREZ DE COMO MORO PODE TER ARMADO A HISTÓRIA DOS HACKERS, por Luis Nassif

Jornal GGN – Luiz Nassif – Para atingir Greenwald, Moro espalhou o terror entre todos os Departamento que trabalham com estrangeiros.

Peça 1 – A teoria do fato

Em 9 de junho de 2016, publiquei um Xadrez sobre a “teoria do fato” (não confundir com a “teoria do domínio do fato”), a técnica que passou a ser utilizada pelo Ministério Público Federal em suas investigações.

Para não se perder com a quantidade de informações levantadas, o investigador deveria desenvolver uma “teoria do fato” inicial, uma tese na qual coubessem as provas levantadas, ainda que incipientes. Depois, a teoria inicial seria gradativamente modificada, à luz dos novos fatos que fossem aparecendo.

Peça 2 – a teoria do fato na Operação Spoofing

Entendido isso, vamos aplicar a Teoria do Fato na Operação Spoofing, que prendeu os hackers russos de Araraquara.

São apenas hipóteses, mas que formam um todo lógico.

Há mais de um mês já corriam rumores de grampo nos celulares da Lava Jato. Imaginou-se, então, uma estratégia que permitisse desviar o foco do conteúdo das mensagens para a criminalização da origem. No limite, permitir a deportação de Glenn Greenwald.

Passo 1 – identificar algum pequeno criminoso digital e prepará-lo para ser o hackeador mor da República.

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Passo 2 – fornecer a ele os celulares de personalidades relevantes da República, de presidentes de Tribunais a presidentes da República,

Passo 3 – deflagrar a Operação Spoofing e anunciar a prisão dos hackers com estardalhaço.

Passo 4 – montar o alarde em cima dos números de celulares de autoridades encontradas no celular do hacker, independentemente de comprovação se foram ou não hackeadas. E aproveitar o clima de catarse para articular a deportação de Glenn Greenwald.

Peça 3 – os pontos que reforçam a Teoria do Fato

As seguintes informações reforçam essa narrativa, que acabou se perdendo pela inverossimilhança.

Ponto 1 – a má escolha dos culpados, um DJ, um motorista do Uber, um aluno de curso técnico de uma cidade do interior. Pelo histórico, dificilmente teriam informações até sobre o The Intercept, que atinge um público mais sofisticado. Muito menos teriam capacidade técnica para uma operação de tal envergadura.

Ponto 2 – a descoberta que o principal suspeito ficou sete anos sem movimentar sua conta do Twitter, retornou um mês antes, transmudado. De filiado ao DEM, apoiador de Bolsonaro, a crítico do PT, tornou-se petista, passando a

retuitar matérias críticas a Bolsonaro. Além disso, um belo trabalho da Revista Fórum descobriu que os tuítes eram disparados de Brasilia e o primeiro perfil a seguir o hacker foi do Antagonista, espécie de veículo oficial da Lava Jato e de Moro.

Ponto 3 – a ansiedade de colunista de tecnologia de O Globo que, antes mesmo de qualquer informação da Polícia Federal ou declaração de Moro, referendou a tese de que os hackers detidos teriam sido os informantes do The Intercept, e foi a manchete principal do jornal durante toda a manhã do espetáculo.

Ponto 4 – a pressa de Sergio Moro em atribuir aos hackers o dossiê do The Intercept, antes de qualquer vistoria da PF.

Ponto 5 – a decisão de Moro de telefonar a várias autoridades para comunicar que tinham sido hackeadas. A Polícia Federal sequer tinha aprofundado a perícia. A única prova eram os números de celulares no celular do hacker.

Ponto 6 – Finalmente, a Portaria 666, publicada hoje, sobre deportação de estrangeiros.

Peça 4 – onde a Operação falhou

O factoide dos hackers durou um dia. No final do dia, choveram críticas pesadas de vários setores, que aumentaram de volume quando o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Otávio Noronha, divulgou o telefonema de Moro comunicando o suposto grampo contra ele e a decisão de destruir os arquivos apreendidos com os supostos hackers.

A atitude despertou várias suspeitas, que enfraqueceram o impacto das manobras de Moro.

Sobre os telefonemas – ficou-se em dúvida sobre as intenções de Moro, se tentar, pelo favor ou pela chantagem implícita, apoio para uma radicalização contra o The Intercept.

Sobre a destruição dos arquivos – para impedir que suas conversas tenham outro ponto de vazamento ou para impedir que se descubra a manipulação dos arquivos encontrados com o hacker?

Outros fatores contribuíram para o fracasso da estratégia, o mais relevante dos quais foi o profissionalismo da equipe da Polícia Federal que tocou a operação. A coletiva sobre o caso foi objetiva, sem avançar em ilações e convicções, como a Lava Jato costumava fazer.

De uma fonte da PF ouvi a afirmação, de que não aceitariam repetir o IPM (Inquérito Policial Militar) do Riocentro, um episódio que manchou para sempre a imagem do Coronel Job, o incumbido de esconder o fato.

Em dois momentos, a postura profissional dos policiais abortou factoides de Moro.

Momento 1 – os vazadores de Moro trataram de difundir frases descontextualizados dos hackers detidos, como a história de que tentaram vender o material para o PT e que mantiveram contato com Glenn Greenwald. Aí a PF divulga a informação de que os hackers admitiram não ter entrado pagamento pelas informações, praticamente isentando o The Intercept da suspeita de cometimento de crime.

Seria curiosíssima a reconstituição desse interrogatório preliminar do hacker, que arrancou dele uma declaração que, na prática, absolveria o The Intercept mesmo que fosse ele a fonte do jornal.

Momento 2 – logo após vazar a declaração de Moro, de que iria destruir os arquivos recolhidos, a PF soltou uma

nota oficial negando a intenção e dizendo que a autorização teria que ser do juiz do caso.

A grande bomba se transformou em um crack, quando até o Jornal Nacional se armou de cautelas para cobrir o tema. E, com o palco esvaziado, Moro lança seu último projétil, o tal decreto de extradição que acaba explodindo em um palco vazio com a força de um track.

Peça 5 – à guisa de conclusão

Tudo o que escrevi se baseia em uma hipótese, uma Teoria do Fato. À medida em que novos fatos forem surgindo, a Teoria poderá ser refeita. Ou, o que parece mais provável, reforçada.

A quantidade de irregularidades cometidas em apenas um dia mostra um Sérgio Moro totalmente descontrolado. Vazou informações para autoridades do governo de uma operação sigilosa; antecipou conclusões antes mesmo das perícias; anunciou a destruição de provas, sem ter poder para tal; finalmente, solta um decreto propondo expulsão de estrangeiros de forma sumária, atropelando todas as salvaguardas da Constituição. Para atingir Greenwald, Moro espalhou o terror entre todos os Departamento que trabalham com estrangeiros.

Essa série de abusos liquida completamente o apoio que recebe das forças institucionais, Ministros do Supremo e Organizações Globo, entre elas.

A partir de agora, o único caminho que restará a Moro será apoiar cada vez mais nos grupos de ultradireita que povoam as redes sociais. E no apoio condescendente de Jair Bolsonaro.

15:43 Agora à tarde, Moro explicou que o decreto 666 vale apenas para os paraguaios exilados, que ele decidiu deportar. É factível.

Leia: Xadrez dos hackers de Araraquara – 2

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MORO TENTA EXPLICAR POR QUE TEM LISTA DE HACKEADOS E SE COMPLICA

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MORO TENTA EXPLICAR POR QUE TEM LISTA DE HACKEADOS E SE COMPLICA

A notícia acima trata de que ministros do STF estão revoltados pelo fato de Moro ter uma lista de hackeados. Para que ele quer uma lista de hackeados? Ele quer chantageá-los? Ele quer ver se mensagens dessas pessoas foram vazadas? Ele quer destruir provas?

A resposta de Moro foi ainda pior. Se não há uma lista, como ele está comunicando os hackeados? E, pior ainda: se as pessoas têm o direito de saberem que foram hackeadas, por que ele diz que está “comunicando alguns“?

Moro mente novamente, é um mentiroso compulsivo.

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VALE A PENA LER E ENTENDER O IMBROGLIO TELEGRAM HACKEADO

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VALE A PENA LER E ENTENDER O IMBROGLIO TELEGRAM HACKEADO

Então deixa eu ver se entendi. Mês passado foram postadas no Intercept conversas privadas entre Moro, Dalagnol e outras figuras ilustres da Lava Jato. Embora Moro tenha afirmado que as conversas não tinham “nada de mais” (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/nao-vi-nada-demais-diz-moro-sobre-mensagens-com-procurador-da-lava-jato.shtml), ficou preocupado com a possibilidade dos celulares dos envolvidos terem sido hackeados. O hackeamento teria se dado através do Telegram, aplicativo que já chegou a oferecer o valor de mais de 1 milhão de reais pra qualquer um que conseguisse quebrar sua criptografia   (https://extra.globo.com/noticias/brasil/telegram-ja-ofereceu-11-milhao-para-hacker-que-quebrasse-criptografia-23731172.html)

vale lembrar que o Telegram já havia sido banido da Rússia por se negar a repassar dados ao governo russo, o que mostra que sua criptografia é complexa demais até mesmo pro serviço secreto do Putin (https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/05/02/Por-que-o-Telegram-foi-bloqueado-na-R%C3%BAssia-e-no-Ir%C3%A3).

Apesar da preocupação, nenhum dos envolvidos nas conversas vazadas topou entregar seus celulares à Polícia Federal, o que não apenas ajudaria a rastrear o hacker como também poderia mostrar que as mensagens expostas haviam sido forjadas https://revistaforum.com.br/vaza-jato-nenhum-dos-procuradores-entregou-o-celular-para-a-pericia-da-policia-federal/).

A certa altura, chegou-se à conclusão de que o culpado pelos vazamentos era o hacker mais procurado do mundo, o russo Evgeniy Mikhailovich Bogachev, também conhecido como Slavic, e que ele teria recebido US$308 mil em bitcoins do Glenn Greenwald pelo serviço (https://moneytimes.com.br/suposto-hack-no-computador-de-glenn-greenwald-revela-esquema-de-pagamento-a-hacker-russo-em-bitcoins/).

Porém, ontem, mesmo sem a cooperação das pessoas que tiveram seus celulares hackeados, a PF descobriu que o hacker não era russo, mas morava em Araraquara https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-caca-hacker-que-invadiu-celular-de-moro/).

Conhecido como Vermelho (vermelho = comunista, entenderam?), o hacker de Araraquara passou os últimos 8 anos inativo no Twitter, até que, pouco depois de começarem as matérias do Intercept, ele convenientemente voltou a twittar uma série de mensagens em apoio ao trabalho de Greenwald (https://www.metropoles.com/brasil/policia-br/suspeito-de-hackear-moro-voltou-ao-twitter-dias-antes-da-vaza-jato).

Além de ser o hacker menos precavido da História – seus perfis digitais possuem todas as informações que a PF precisaria pra apanhá-lo – Vermelho – que é filiado ao DEM, partido aliado do governo Bolsonaro

(https://www.diariodocentrodomundo.com.br/hacker-preso-pela-pf-estava-com-twitter-adormecido-desde-2011/) –

não apenas confessou imediatamente os crimes, como também revelou que as mensagens foram forjadas. Ou seja, o cidadão teve todo o trabalho pra quebrar a criptografia do Telegram não para roubar conversas reais, mas para inventar conversas que não têm “nada de mais” e que ele poderia ter inventado sem precisar invadir o celular de ninguém. Mesmo tendo conseguido invadir o Telegram, ele não quis o 1 milhão que a empresa pagaria a quem realizasse tal proeza, preferindo lucrar com a venda para o PT das conversas forjadas com conteúdo “nada de mais” (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/07/24/advogado-do-dj-preso-hacker-queria-vender-mensagens-de-moro-para-o-pt.htm).

No entanto, agora descobriu-se que, embora o rapaz estivesse em Araraquara, os tweets de Vermelho vinham sendo postados de… Brasília! (https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/tuites-do-hacker-vermelho-aparecem-como-postados-de-brasilia/).

Nesse momento, o advogado de Vermelho está alegando que o rapaz tem problemas psiquiátricos (https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/07/25/defesa-diz-que-preso-suspeito-de-hackear-autoridades-tem-problema-psiquiatrico.ghtml),

o que pode levar à sua absolvição. Tipo o Adélio, sabe? (https://www.correiodoestado.com.br/cidades/sem-visitas-adelio-bispo-quer-ficar-perto-da-familia/357359/)

Rapaz, e a gente achando que os roteiristas dos filmes dos Transformers é que subestimavam a inteligência do público…

ACUSADOS DE INVADIREM CELULARES DE AUTORIDADES TÊM PRISÃO TEMPORÁRIA PRORROGADA

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ACUSADOS DE INVADIREM CELULARES DE AUTORIDADES TÊM PRISÃO TEMPORÁRIA PRORROGADA

No documento em que publica a decisão, o magistrado alega que, se fossem soltos agora, os investigados poderiam, em conjunto ou isoladamente, tentar eliminar provas

Agência do Rádio – Repórter Paulo Henrique – O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu prorrogar até a próxima sexta-feira (2) a prisão temporária dos quatro suspeitos de invadirem mais de mil celulares, incluindo o de autoridades. Os três homens e a mulher acusados pelo crime foram presos em operação da Polícia Federal na última terça-feira (23).

No documento em que publica a decisão, o magistrado alega que, se fossem soltos agora, os investigados poderiam, em conjunto ou isoladamente, poderiam tentar eliminar provas.

Entre os aparelhos hackeados, estariam o do presidente Jair Bolsonaro, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, além da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sérgio Moro. Há ainda a possiblidade de ministros do Supremo Tribunal Federal também terem sido alvos da invasão. A Polícia Federal não confirma nenhum hackeamento porque a investigação corre em sigilo.

Em depoimento obtido pela TV Globo, Walter Delgatti Neto, suspeito de ser o hacker que invadiu os telefones, teria informado à PF que chegou aos arquivos do Telegram do procurador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, por meio de agendas telefônicas de outras autoridades. Segundo as informações divulgadas pela emissora, o acusado também teria confirmado que repassou os materiais obtidos ao jornalista Glenn Greenwald. Além disso, teria dito que o contato com o fundador do site The Intercept Brasil foi intermediado pela ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e que não recebeu dinheiro pelo material, nem editou os conteúdos a que teve acesso.

Em nota publicada nas redes sociais, Manuela D’Ávila afirmou que teve o celular invadido e que uma pessoa não identificada “queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país”. Mesmo diante da invasão, a política confirmou o repasse do contato de Glenn Greenwald. Ressaltou, no entanto, que “desconhece a identidade” de quem teria invadido seu celular.