BOLSONARO REVOGA DECRETO DE ARMAS

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BOLSONARO REVOGA DECRETO DE ARMAS

Estadão Conteúdo – O presidente Jair Bolsonaro revogou nesta terça-feira, 25, o decreto de armas e publicará, em edição extra do Diário Oficial, novos atos sobre o tema. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que o governo compreendeu que o melhor caminho é encaminhar um projeto de lei sobre a flexibilização do porte e da posse de armas.

Mais cedo, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, havia afirmado que Bolsonaro não iria revogar o decreto de armas contestado no Congresso nem colocaria “empecilho” para que os parlamentares votem a questão.

“O governo não revogará, não colocará nenhum empecilho para que a votação ocorra no Congresso Nacional”, disse, ao ser questionado sobre a possibilidade de o texto ser revogado para que fosse editado um outro decreto específico para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs).

Nesta segunda, 24, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Câmara votaria nesta semana o projeto de decreto legislativo que derrubaria os decretos de posse e porte de armas editados por Bolsonaro. De acordo com Maia, os deputados seguiriam a mesma decisão do Senado e aprovaria a derrubada.

 

JUÍZES FEDERAIS PEDEM EXPULSÃO DE MORO DE ASSOCIAÇÃO DA CATEGORIA

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JUÍZES FEDERAIS PEDEM EXPULSÃO DE MORO DE ASSOCIAÇÃO DA CATEGORIA

Grupo de 30 juízes de vários estados pediu à Ajufe suspensão cautelar do ministro, alegando violação das leis ao manipular processo que resultou em condenação de Lula.

CUT – Magistrados que fazem parte da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) apresentaram nesta segunda-feria (24) pedido de instauração de processo administrativo disciplinar contra Sergio Moro e eventual exclusão do “herói” da Lava Jato dos quadros societários da instituição.

Os juízes querem que Moro seja punido caso fique comprovado, no procedimento investigativo, que a Ajufe foi utilizada para os fins políticos da Lava Jato.

Em conversas reveladas pelo The Intercept Brasil neste mês, Moro apareceu discutindo com Deltan Dallagnol a possibilidade de acionar a Ajufe para defender a Lava Jato de uma manifestação feita pelo PT.

Um dia após esse vazamento vir à tona, a cúpula da Ajufe informou que pediu investigação sobre a interceptação ilegal que teria resultado no dossiê do Intercept.

Agora, juízes pedem que a Associação debruce também sobre a postura questionável de Moro.

“Nos afigura inadequado, como sugerem determinadas mensagens publicadas (pelo Intercept), que a Ajufe possa ter sido utilizada para tentar influenciar a opinião pública ou mesmo defender o mérito de decisões judiciais”, afirmaram.

Para os signatários da reclamação, a “categoria de sócio benemérito”, na qual Moro foi enquadrado em 2018, depois de deixar a magistratura para assumir cargo de ministro de Bolsonaro, “pressupõe que o homenageado tenha contribuído com serviços relevantes à Ajufe. Mas “a confirmação da prática de tais condutas impede a homenagem ou o título honorífico”, “sob pena de comprometimento da credibilidade da Associação e do próprio Poder Judiciário perante a sociedade.”

“Requeremos, dessa forma, a abertura de processo administrativo disciplinar, com rigorosa observância do contraditório e da ampla defesa, com vistas à apuração interna dos fatos relatados. (…) se configurado o desrespeito ao Estatuto e o prejuízo moral causados à Ajufe, ao Poder Judiciário e ao Estado Democrático de Direito, requeremos a exclusão do quadro social da Ajufe do sócio benemérito Sergio Fernando Moro”, diz o documento (leia abaixo).

Os juízes também defendem que as atividades associativas e participação de Moro na Lista Ajufe sejam suspensas a partir do momento em que a representação for recebida.

Os juízes afirmam ainda que as condutas de Moro expostas pelo Intercept, “caso confirmadas, são totalmente contrárias aos princípios éticos e às regras jurídicas que devem reger a atuação de um magistrado, pois quando um juiz atua de forma parcial, chegando ao ponto de confundir sua atuação com a do órgão acusador, a credibilidade do Poder Judiciário é posta em xeque.”

Leia o pedido dos juízes à Ajufe:

Ao Exmo. Sr. Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Fernando Mendes

Nós, juízes e juízas federais abaixo assinados(as), filiados(as) à Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE, vimos, por meio deste, nos termos do art. 75, inciso II, do Estatuto da entidade, apresentar REPRESENTAÇÃO em desfavor do sócio benemérito SÉRGIO FERNANDO MORO, com fundamento nos fatos a seguir:

Como é de conhecimento notório, foram divulgadas, nos dias 09, 12 14 e 18/06/2019, pela agência de notícias “The Intercept Brasil”, informações sobre comunicações realizadas entre Sergio Fernando Moro, atual Ministro da Justiça, e os Procuradores da República Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima, que teriam ocorrido no período em que o representado ainda integrava os quadros da magistratura federal:

1-https://theintercept.com/2019/06/09/chat-moro-deltan-telegram-lava-jato/
2-https://theintercept.com/2019/06/12/chat-sergio-moro-deltan-dallagnol-lavajato/
3-https://theintercept.com/2019/06/14/sergio-moro-enquanto-julgava-lula-sugeriu-a-lava-jato-emitir-uma-nota-oficial-contra-a-defesa-eles-acataram-e-pautaram-a-imprensa/
4-https://theintercept.com/2019/06/18/lava-jato-fingiu-investigar-fhc-apenas-para-criar-percepcao-publica-de-imparcialidade-mas-moro-repreendeu-melindra-alguem-cujo-apoio-e-importante/

As reportagens em questão indicam que pode ter havido uma interação heterodoxa entre o então magistrado Sergio Moro e membros do MPF. São narrados, no corpo das matérias, série de episódios que, caso venham a ser confirmados, são de extrema gravidade.

Segundo os diálogos, o representado aconselha e orienta a acusação, cobra agilidade; refere-se a pessoas delatadas como inimigos, sugerindo que apenas 30% sejam investigados; fornece “fonte” a membro do MPF; sugere a substituição de uma procuradora em determinada audiência, demonstrando preocupação com o desempenho da acusação; antecipa decisão a uma das partes, e desdenha da Defesa.

Em que pese a controvertida legalidade na forma de obtenção das referidas mensagens, a merecer investigação sob as regras do devido processo legal e as garantias constitucionais, a divulgação por órgão de imprensa está protegida pelo art 5º, inciso XIV, da Constituição da República.

O representado, em nota que divulgou acerca da referida denúncia jornalística (https://epoca.globo.com/guilherme-amado/moro-fala-em-invasao-criminosa-nao-ve-anormalidade-em-supostas-mensagens-23728323), não negou a veracidade das comunicações divulgadas, tendo se limitado a afirmar que não vê anormalidade nas mensagens e que as conversas estão fora de contexto.

Entendemos que as condutas expostas na publicação jornalística, caso confirmadas, são totalmente contrárias aos princípios éticos e às regras jurídicas que devem reger a atuação de um magistrado, pois quando um juiz atua de forma parcial, chegando ao ponto de confundir sua atuação com a do órgão acusador, a credibilidade do Poder Judiciário é posta em xeque.

A AJUFE, enquanto entidade que congrega os e as magistradas da Justiça Federal, tem por objetivos pugnar pelo fortalecimento do Poder Judiciário e de seus integrantes, pelo aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito e pela plena observância dos direitos humanos (art. 5º, I, do Estatuto).

Nesse sentido, nos afigura inadequado, como sugerem determinadas mensagens publicadas, que a AJUFE possa ter sido utilizada para tentar influenciar a opinião pública em relação a algum processo ou mesmo que possa defender o mérito de decisões judiciais, pois estas são sujeitas ao crivo de órgãos jurisdicionais compostos por outros associados.

A categoria de sócio benemérito pressupõe que o homenageado tenha contribuído com serviços relevantes à AJUFE.

Ora, os fatos revelados na matéria jornalística, não negados pelo representado, se porventura comprovados, indicariam ofensa ao Estado Democrático de Direito, comprometimento da imparcialidade da jurisdição e fomento de descrédito do Poder Judiciário como um todo e da Justiça Federal, em especial.

Entendemos, portanto, que a confirmação da prática de tais condutas impede a homenagem ou o título honorífico por parte da AJUFE, sob pena de comprometimento da credibilidade da associação e do próprio Poder Judiciário perante a sociedade.

Requeremos, dessa forma, a abertura de processo administrativo disciplinar, com rigorosa observância do contraditório e da ampla defesa, com vistas à apuração interna dos fatos relatados.

Na hipótese de confirmação, por forma lícita, das condutas apontadas, se configurado o desrespeito ao Estatuto e o prejuízo moral causados à AJUFE, ao Poder Judiciário e ao Estado Democrático de Direito, requeremos a exclusão do quadro social da AJUFE do sócio benemérito Sérgio Fernando Moro, cuja concessão foi aprovada em reunião da diretoria da entidade, realizada em Buenos Aires, Argentina, no dia 22/10/2018.

Recebida a representação, requer-se a suspensão cautelar do representado das atividades associativas, inclusive da participação na Lista AJUFE.

Brasília, 24 de junho de 2019.

Assinam:

Ana Inés Algorta Latorre, SJRS
Carlos Adriano Miranda Bandeira, SJRJ
Catarina Volkart Pinto, SJRS
Célia Regina Ody Bernardes, SJMG
Cláudia Dadico, SJSC
Cláudio Henrique Fonseca de Pina, SJPA
Diego Carmo de Sousa, SJBA
Fábio Henrique Rodrigues de M. Fiorenza, SJMT
Felipe Mota Pimentel de Oliveira, JFPE
Filipe Aquino Pessôa de Oliveira, SJBA
Gilton Batista Brito, SJSE
Heloísa Helena Sérvulo da Cunha, TRF3
Ivo Anselmo Höhn Junior, SJMA 
Jacques de Queiroz Ferreira, SJMG
Jailsom Leandro de Sousa, SJSE
Jorge Luís Girão Barreto, SJCE
José Carlos Garcia, SJRJ
Lincoln Pinheiro Costa, SJBA
Luciana Bauer, SJPR
Marcelo Elias Vieira, SJRO
Marcelo Motta de Oliveira, SJMG
Marcus Vinicius Reis Bastos, SJDF
Paulo Cézar Alves Sodré, SJMT
Rafael Rihan P. Amorim, SJRJ
Raquel Domingues do Amaral, SJMS
Ricardo José Brito Bastos Aguiar de Arruda, JFCE
Rodrigo Gaspar de Mello, SJRJ
Rosmar Antonni Rodrigues Cavalcanti de Alencar, SJAL
Sérgio de Norões Milfont Júnior, SJCE
Victor Curado Silva Pereira, SJMA

Com Jornal GGN e Conjur

FREIXO: “DEPUTADOS DO PSL QUE ATACARAM GREENWALD NÃO APARECERAM PARA AUDIÊNCIA COM O JORNALISTA”

FREIXO: “DEPUTADOS DO PSL QUE ATACARAM GREENWALD NÃO APARECERAM PARA AUDIÊNCIA COM O JORNALISTA”

VÍDEO: “FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO FESTEJOU O DIA INTEIRO A PRISÃO DE LULA COMO SE FOSSE NATAL”,DIZ GLENN

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VÍDEO: “FORÇA-TAREFA DA LAVA JATO FESTEJOU O DIA INTEIRO A PRISÃO DE LULA COMO SE FOSSE NATAL”,DIZ GLENN

Segundo o jornalista, a maioria das reportagens da Vaza Jato giram em torno do caso Lula porque foi o mais importante para a Lava Jato, segundo as conversas dos procuradores. “Eles falaram mais sobre este caso do que sobre todos os casos juntos”

Em entrevista ao canal My News, no Youtube, na noite desta segunda-feira (24), o jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept, disse que a os procuradores e investigadores da Lava Jato comemoraram o dia todo a prisão de Lula.

“A Força-tarefa da Lava Jato festejou o dia inteiro a prisão de Lula como se fosse Natal”, disse Greenwald.

Segundo o jornalista, a maioria das reportagens da Vaza Jato giram em torno do caso Lula porque foi o mais importante para a Lava Jato, segundo as conversas dos procuradores. “Eles falaram mais sobre este caso do que sobre todos os casos juntos”.

https://twitter.com/AndradeRNegro/status/1143343106764541952

TACLA DURAN COMPROVA PAGAMENTO A ADVOGADO AMIGO DE MORO

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TACLA DURAN COMPROVA PAGAMENTO A ADVOGADO AMIGO DE MORO

Ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Taclan Durán, que acusa amigos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, de pedirem dinheiro em troca de benefícios na Lava Jato, irá à Justiça contra o ex-juiz; na semana passada, Moro disse que a versão do brasileiro seria fantasiosa e que ele era um “lavador profissional de dinheiro”; Duran, porém, apresentou documentos que demonstram o pagamento de US$ 612 mil a um advogado amigo de Moro

Brasil247 – O ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Taclan Durán, que acusa advogados amigos do ministro da Justiça, Sérgio Moro, de pedirem dinheiro em troca de benefícios na Operação Lava Jato, irá ingressar com uma ação judicial contra o ex-juiz. Segundo os advogados de Duran, a ação seria uma resposta ao depoimento de Moro no Senado, realizado na semana passada, no qual ele disse que a versão do brasileiro seria fantasiosa e que ele era um “lavador profissional de dinheiro”.

“Os crimes de injuria, calunia e difamação, praticados pelo ministro Sergio Moro durante audiência pública no Senado Federal transmitida em rede nacional deverão ser objeto de medidas judiciais”, disse o advogado Sebastian Suarez, segundo reportagem de Jamil Chade, no UOL. Documentos bancários encaminhados ao Ministério Público da Suíça, porém, comprovam que no dia 14 de julho de 2016, Tacla Duran realizou um pagamento de US$ 612 mil – feito por meio de um banco em Genebra – para a conta do advogado Marlus Arn, em uma conta do Banco Paulista.

Na semana passada, Tacla Duram já havia revelado que havia sido vítima de uma extorsão de US$ 5 milhões. Na ocasião, ele afirmou que pagou “para não ser preso” e para que seu nome não fosse envolvido nas delações premiadas de outros investigados pela Lava Jato (leia no Brasil 247).

Em seu depoimento no Senado, Moro disse que as declarações de Tacla eram” história requentada. Isso saiu em 2017, é uma história totalmente estapafúrdia. Essa pessoa é um lavador profissional de dinheiro que está foragido do país para escapar do processo”, afirmou. Por meio de um comunicado, a defesa do brasileiro afirmou que ele “jamais foi condenado em qualquer jurisdição do planeta” e que “quando interpelado nos autos de processo judicial, em jurisdição europeia, sobre uma transferência bancária comprovadamente realizada, Rodrigo Tacla Duran prestou os devidos esclarecimentos como colaborador”.

 

https://youtu.be/mL_jiP8R_ac

FAMÍLIA BOLSONARO EMPREGOU 17 PARENTES DA EX-MULHER DO PRESIDENTE

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FAMÍLIA BOLSONARO EMPREGOU 17 PARENTES DA EX-MULHER DO PRESIDENTE

Carlos, Flávio, Jair e Eduardo Bolsonaro (reprodução)

Reportagem da revista Época mostra indícios de nepotismo e cabide de emprego praticados nos gabinetes de Jair bolsonaro, Flávio e Carlos.

Jornal GGN – O site da revista Época divulgou nesta quinta-feira (20) uma longa reportagem apontando que Jair Bolsonaro e os filhos Flávio e Carlos empregaram 17 parentes da ex-mulher do presidente. Algumas dessas pessoas jamais frequentaram os prédios onde deveriam atuar nas vagas para as quais foram nomeadas, como uma cunhada e um ex-cunhado de Ana Cristina Valle que sempre moraram em Minas Gerais

O indício da prática de nepotismo e cabide de empregos partiu da investigação iniciada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro com a quebra dos sigilos fiscal e bancário de 86 pessoas, entre elas ex-assessores de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) quando deputado estadual no Rio.

A quebra foi solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar se ex-funcionários do atual senador devolviam parte de seus salários para o parlamentar, a chamada “rachadinha”. A suspeita surgiu quando o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) registrou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-chefe de segurança de Flávio.

Dos 17 parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente, nove são alvos da investigação do MP do Rio. Ana Cristina conheceu Bolsonaro quando ainda era deputado federal em Brasília, no início dos anos 90, durante uma manifestação de mulheres de militares que pediam aumento nos salários dos maridos. Em 1998 passaram a viver juntos. Uma década depois terminaram o relacionamento e iniciaram um processo de separação litigiosa. Nesse período Ana Cristina chegou a morar na Noruega. Há alguns anos ela retornou ao Brasil para viver em Resende, onde tornou-se chefe de gabinete do vereador Renan Marassi (PPS-RJ) na Câmara de Vereadores da cidade.

“Desde o ano em que Ana Cristina Valle e Bolsonaro se tornaram marido e mulher, os parentes dela começaram a aparecer nas listas de funcionários do gabinete do deputado federal — então o único da família com mandato. Ao todo, seis familiares de Ana Cristina Valle foram nomeados por Bolsonaro para seu gabinete até 2008”, diz a reportagem da Época.

Na lista de parentes de Ana Cristina que trabalharam no gabinete de Jair Bolsonaro estão seus ex-sogros José Procópio Valle e Henriqueta Siqueira Valle, dois irmãos, Andrea Siqueira Valle e André Siqueira Valle, e dois primos, André Siqueira Hudson e Juliana Siqueira Vargas.

Em 2003, quando Flávio Bolsonaro, o filho mais velho, assumiu mandato na Assembleia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foram contratados para trabalhar para ele nove familiares da madrasta, entre eles José Procópio Valle, Juliana Siqueira Vargas e Andrea Siqueira Valle, que deixaram formalmente seus cargos na Câmara dos Deputados e passaram a surgir nas listas de funcionários da Alerj.

Flávio também empregou os primos Francisco Diniz e Daniela Gomes e os tios Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz.

Já Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o vereador mais jovem a ser eleito na história do Rio, em 2000, além de transformar Ana Cristina Valle em assessora-chefe de seu gabinete, levou para seu gabinete sete familiares para as listas de assessores no Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo carioca, entre eles pessoas que moravam em Minas Gerais e jamais frequentaram os corredores do Palácio Pedro Ernesto, como eles mesmos confirmaram à reportagem da Época.

Procurados por jornalistas, ninguém das assessorias dos Bolsonaro respondeu. As autoras da matéria da Época conseguiram falar com Ana Cristina Valle, na Câmara de Vereadores de Resende. Suas respostas foram evasivas. Além de negar qualquer responsabilidade sobre o envolvimento de familiares no caso Flávio Bolsonaro, ao ser questionada sobre a lista de familiares que trabalham nos gabinetes dos Bolsonaro, Ana Cristina disse que “não tinha nepotismo”.

Ainda andando, Ana Cristina Valle afirmou que não se sente culpada em ver o pai, José Procópio Valle, e a irmã Andrea Valle, além dos outros parentes, alvos de um inquérito que apura peculato e lavagem de dinheiro no gabinete do ex-enteado Flávio. E se os parentes forem acusados desses crimes? “Eles vão responder”, disse. Quando Época lhe perguntou se os funcionários eram obrigados a devolver os salários, ela abriu um sorriso e finalizou: “Não tenho nada a declarar”, disse, dando as costas, ao se despedir, escrevem Juliana Dal Piva e Juliana Castro, que assinam a reportagem.

VIDEOTECA EM PRESÍDIO DO RJ FAZ CABRAL FICAR EM SOLITÁRIA POR 30 DIAS

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VIDEOTECA EM PRESÍDIO DO RJ FAZ CABRAL FICAR EM SOLITÁRIA POR 30 DIAS

METRÓPOLES – TÁCIO LORRAN – O Ex-governador do RJ ficará um mês sem receber visitas, isolado na própria cela e com banho de sol sem contato com outros detentos.

ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral ficará sem receber visitas por um mês no presídio de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. As informações são do G1.

A restrição é consequência do julgamento final de um processo disciplinar de 2017, sobre a instalação de uma “videoteca” na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, um dos locais onde Cabral ficou preso.

Na ocasião, um dos recintos do presídio, que foi compartilhado com outros detentos, recebeu uma televisão de 65 polegadas, um home-theater com seis caixas de som e 160 filmes.

Além de não poder receber visitas, o ex-governador vai ficar em isolamento na própria cela, durante esses 30 dias, Cabral também vai tomar banho de sol afastado dos outros detentos.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga o caso, a videoteca seria uma doação de igrejas evangélicas. No entanto, o documento que firmava a cessão era falso.

Após a apreensão, a “sala de cinema” foi doada para um orfanato.

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EM MISSA DE CORPUS CHRISTI, PAPA CRITICA A ÂNSIA POR LUCRO DOS QUE “GRITAM COM MAIS FORÇA”

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EM MISSA DE CORPUS CHRISTI, PAPA CRITICA A ÂNSIA POR LUCRO DOS QUE “GRITAM COM MAIS FORÇA”

REVISTA FÓRUM – Segundo o pontífice, “é triste ver com que facilidade as pessoas insultam, desprezam e amaldiçoam as outras, tomadas por um arrebatamento excessivo, não conseguem aguentar e descarregam sua ira contra qualquer um, e por qualquer coisa”.

Neste domingo (23), durante a missa de Corpus Christi, celebrada no Vaticano, o Papa Francisco lançou uma forte mensagem em favor da solidariedade entre os fieis, como forma de combater sentimentos que disse estarem disseminados na sociedade atual, como a arrogância, a ira e a ambição.

Segundo o pontífice, “é triste ver com que facilidade as pessoas insultam, desprezam e amaldiçoam as outras, tomadas por um arrebatamento excessivo, não conseguem aguentar e descarregam sua ira contra qualquer um, e por qualquer coisa”.

Em seguida, o Papa lamentou que “aquele que grita mais e com mais força, que está mais zangado, parece que tem mais razão e recebe a aprovação dos outros”. Para Francisco, as pessoas não devem se deixar “contagiar pela arrogância”.

Outra crítica importante do Papa foi com a ânsia pelo lucro, e às pessoas desesperadas por “aumentar o que ganham”, a quem ele lançou uma pergunta: “Dar ou ter? Partilhar ou acumular?”, e argumento que “a economia do evangelho prega que se multiplica compartilhando, se nutre distribuindo, o que não satisfaz a voracidade de alguns poucos, mas dá vida ao mundo”.

A celebração do Corpus Christi foi iniciada em 1264 pelo Papa Urbano IV em 1264, um ano depois do chamado “milagre de Bolsena”, quando o sacerdote Pedro de Praga viajava à Roma e fez uma parada na localidade de Bolsena para celebrar uma missa. Segundo a lenda, o padre tinha dúvidas sobre a verdadeira presença de Cristo na eucaristia, e teria pedido um sinal divino, e logo, a hóstia consagrada por ele passou a derramar sangue.

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DESEMBARGADOR CORRIGE MORO E APONTA SEUS ERROS EM LATIM

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DESEMBARGADOR CORRIGE MORO E APONTA SEUS ERROS EM LATIM

Brasil247 – O desembargador Siro Darlan de Oliveira fez uma postagem no Facebook onde aponta que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, errou em citação em latim que fez neste domingo (24); “Moro, para zombar de suas conversações WhatsApp com o procurador Dallagnol, errou a lição de latim”, disse.

Veja a postagem completa: 

O juiz Sérgio Moro, para zombar de suas conversações WhatsApp com o procurador Dallagnol, errou a lição de latim. Disse uma mentira literária, ainda que desvendada só por um espírito bizantino e levemente inútil como o meu. Um pouco de cultura como diz o juiz, cultura não aprendida na Internet ou em coletâneas de citações latinas publicadas por algum togado ou algum professor universitário gaiato que talvez nem conheça uma conjugação em latim. Nos meus semestres de latim na Université de Perpignan, na França, frequentei um pouco lugares-comuns da Ars Poetica, de Horácio, no original, em exercícios de classe de latim. A citação de Moro não é “direto de Horácio”, é direto da Internet ou de algum livrinho de citação. A lição, que faz autoridade, desse trecho de Horácio ostenta o futuro “parturient”, e não o presente “parturiunt” como escreve o curitibano. Horácio responde à questão: “Quid dignum […] feret?”. O futuro se impõe para se coadunar com o futuro usado na pergunta. A citação com “parturiunt” (presente) convive na Internet e em alguns autores com o que Horácio realmente escreveu, “parturient” (futuro), porque, fora de contexto, como uma citação extraída de seu espaço semântico-poético, usada enquanto referência isolada, aceita bem o presente. Trata-se duma infidelidade para fins de citação. Pode-se fazer essa infidelidade. Como tantos outros professores, não a condeno, mas não se deve usar a ênfase arrogante, vaidosa e pseudoerudita: “direto de Horácio”. Direto de Horácio é “Parturient montes, nascetur ridiculus mus”, e não “Parturiunt…”, versão adulterada por antologias de citações.

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